terça-feira, 9 de março de 2010

MAIS UMA SURPRESA DO MISTER "MM"

Sai o delegado e entra o auxiliar Leandro Niehues


O empate com o Coritiba pôs fim à quarta passagem de Antônio Lopes pelo Atlético Paranaense. O treinador foi demitido nesta segunda-feira, em reunião entre o Conselho Deliberativo do clube e a comissão técnica. Segundo o site oficial do Rubro-Negro, Leandro Niehues, que vinha sendo auxiliar técnico, assume o comando da equipe pelo menos até o fim do Campeonato Paranaense.

Lopes foi contratado em agosto, com a missão do livrar a equipe do rebaixamento. Mesmo sem ser a primeira opção - Paulo Bonamigo era o preferido -, o Delegado cumpriu bem a tarefa. Baseado na bola parada de Paulo Baier, o Atlético escapou do rebaixamento na penúltima rodada, com uma vitória sobre o Botafogo, dentro da Arena.

Para 2010, Lopes pediu a vinda de jogadores mais experientes. A ideia era montar a base a partir de Claiton, Alex Mineiro e Paulo Baier. Contundidos, porém, eles não puderam ser usados. Baier foi o único a entrar em campo, no primeiro tempo da estreia, contra o Toledo, e no segundo tempo do Atletiba.

Novamente com muitos garotos, o Atlético vem tendo uma campanha instável na temporada. Ainda sob o baque da lesão de Paulo Baier, chegou a perder para o Operário, em casa. Depois, com base nas bolas paradas, foi construindo a reação no campeonato e deu início a perseguição ao Coritiba na luta pelo supermando.

A caçada, porém, praticamente acabou no empate de domingo, por 1 a 1. Dominado durante todo o primeiro tempo, o Rubro-Negro conseguiu abrir o placar, mas cedeu o empate na etapa final.

O substituto:

Aos 36 anos, Leandro Niehues terá a grande chance de sua carreira assumindo o Atlético. Treinador das categorias de base do clube, foi tricampeão estadual sub-20, venceu a Dallas Cup, a Copa Saprissa e a Taça Belo Horizonte.

Na sua primeira chance em uma equipe profissional, ganhou destaque ao levar o J. Malucelli ao vice-campeonato estadual, ano passado. A volta ao CT do Caju ocorreu em julho, juntamente com a chegada de Antônio Lopes. No fim do ano, ele chegou, inclusive, a ser procurado pelo Paraná Clube, mas acabou permanecendo na Baixada.

domingo, 7 de março de 2010

ATLETIBA DO SUPERMANDO

Manoel comemora o gol de cabeça


Terminou empatado em 1 a 1 o primeiro dos dois clássicos Atletibas programados para 2010. Neste domingo (7), na Arena da Baixada, Atlético e Coritiba protagonizaram um jogo bastante disputado e que como todo bom clássico, foi decidido nos detalhes. Manoel, aproveitando um cruzamento de escanteio de Netinho, abriu o placar para o Furacão, mas Marcos Aurélio, em cobrança de falta perfeita, empatou no 2º tempo.

Pelo lado atleticano, não faltou vontade de vencer. “A gente lutou e lutou. Vontade e raça não faltaram. Estavamos perdidos no primeiro tempo, mas depois melhoramos e lutamos até o fim. Vamos buscar essa vantagem do supermando até o final”, disse o atacante Patrick, que entrou no segundo tempo, mas não conseguiu o seu gol. Pensamento diferente do de Alan Bahia. “Foi um jogo igual. Marcamos forte, mas a bola parada mais uma vez decidiu. Clássico é assim, nos detalhes”.

O Jogo

Em jogo, para o Coritiba, o supermando. Mandar em casa todos os jogos da fase final, além de ganhar dois pontos extras, era o objetivo de todos os jogadores alviverdes antes do apito inicial do árbitro Héber Roberto Lopes. Já o Furacão, até então quatro pontos atrás do rival, tentava a vitória para manter as esperanças de conseguir roubar esta vantagem nas duas rodadas finais da fase classificatória.

O Coxa tomou para si o controle da partida desde os primeiros minutos e se manteve assim quase até o final da primeira etapa. As jogadas alviverdes fluíam com mais facilidade pelo lado esquerdo, com triangulações e tabelas envolvendo Rafinha, Renatinho e Marcos Aurélio, que, voluntarioso, se apresentava para o jogo.

A primeira polêmica do jogo aconteceu justamente por aquele lado, aos 11 minutos, quando Renatinho foi lançado e na disputa de bola com Alan Bahia, caiu no gramado. Seus companheiros e a torcida pediram pênalti, mas nada foi marcado, para frustração alviverde.

Demorou, mas a primeira grande chance de abrir o marcador aconteceu aos 22 minutos e até resultou em redes balançando, mas não modificou o placar. Marcos Aurélio recebeu em impedimento, driblou Neto e marcou. Atento, José Carlos Dias Passos dedurou a irregularidade e Héber marcou a infração. Dos 29 até os 31 minutos da primeira etapa o Coritiba esteve muito próximo de abrir o marcador.

Na primeira chance Rafinha fez grande jogada pela esquerda e cruzou. Marcos Aurélio chutou com categoria, mas a bola subiu demais. Em seguida Fabinho Capixaba, em cobrança de falta ensaiada, chutou muito forte e Neto faz grande defesa. Logo depois, na sequência da jogada, o cruzamento de Triguinho encontrou Jeci, que subiu mais que a marcação e desviou, no travessão do camisa 1 atleticano.

Por mais clichê que seja, quem não faz, toma. Apesar de ser a principal arma do Atlético para marcar seus gols no campeonato – e ser de conhecimento de todos os times -, o Coritiba bobeou. Em cobrança de escanteio de Netinho, aos 35 minutos, Manoel apareceu por entre os marcadores e cabeceou nas redes de Edson Bastos. “È uma jogada de treinamento. O Netinho bateu bem demais e entrei no momento certo, na hora certa, para fazer o gol. Agora temos que manter a pegada para poder sair daqui com os três pontos”, disse Manoel.

No restante do jogo o Coxa seguiu melhor, apesar de sentir o golpe. Já não atacou com o mesmo ímpeto da primeira metade do tempo e viu o Atlético assustar em chute de Alan Bahia, aos 41. “Criamos várias chances, encurralamos eles no campo deles, mas num lance infeliz, jogamos uma bola para escanteio. Sabíamos que era o forte deles e mesmo assim, infelizmente, acabamos tomando o gol”, disse o meia Coxa Rafinha.

Lopes muda Atlético para o 2º tempo

Paulo Baier e Wallyson nos lugares de Netinho e Javier Toledo. Com o objetivo de dar mais qualidade ao ataque e explorar a velocidade em suas tentativas, o técnico Antônio Lopes mostrou um Atlético diferente para a segunda etapa. Diferente de Ney Franco, que preferiu, em princípio, manter os mesmos jogadores em campo. O Coritiba seguiu num ritmo parecido com o do primeiro tempo, mas o Atlético, apesar de encontrar dificuldades na falta de ritmo do veterano Paulo Baier (que voltou após longe período no departamento médico), era melhor.

O jogo passou a ficar tenso conforme o tempo corria na segunda etapa. As jogadas tinham uma virilidade ainda inédita na partida e o árbitro foi forçado a intervir, distribuindo cartões amarelos para tentar evitar que a violência roubasse a cena.

Após esboçar pequena vantagem na posse de bola, o Atlético logo se viu tendo que segurar o ímpeto do Coritiba. Aos 31 minutos do segundo tempo, Rafinha recebeu a falta próximo a área do Atlético. Com capricho, o ex-atleticano Marcos Aurélio – que no ano passado marcou o gol da vitória Coxa no Brasileirão - ajeitou a bola e disparou uma bomba, sem chances de defesa, no ângulo do goleiro Neto, empatando o placar.

Dali em diante, os dois times continuaram buscando o gol adversário, mas o tempo correu mais rápido do que eles esperavam. Final: 1 a 1.

Com o resultado, o Atlético chegou aos 22 pontos, sem conseguir diminuir a vantagem do rival na tabela de classificação (o Coxa tem agora 26). Com isso a vantagem do supermando na próxima fase fica mais complicada de se alcançar. Na próxima rodada o Furacão encara o Iraty, no estádio Emílio Gomes, em Irati, no próximo fim de semana (ainda sem data nem horário definidos).

segunda-feira, 1 de março de 2010

NOVO NAMING RIGHTS



Sem estampar a sua marca nas camisas do time de futebol, a Coca–Cola deve ser anunciada nos próximos dias como patrocinadora do Atlético-PR. O contrato, tido pelo marketing rubro-negro como “o maior da temporada”, deve envolver ações na Arena da Baixada, CT do Caju e em produtos comercializados com a marca do clube. “O patrocínio da Coca não envolve uniforme. É um contrato importante, de grande relevância para o clube e patrocinador. É um contrato bastante interessante, de longo prazo”, explica Paulo Verardi, diretor de marketing do Atlético, em entrevista à Gazeta do Povo.

Sem citar os valores e tempo de duração, o diretor garante que restam apenas questões operacionais para o anúncio oficial. “Tende a ser um dos maiores contratos que a gente vai assinar esse ano. Faltam detalhes operacionais e jurídicos que evolve esse tipo de contrato, com esse porte de recursos. Está na fase final”, lembra.

Segundo Verardi, desde o início do ano o clube procura um parceiro privado para assumir o “naming rights” (direitos sobre o nome) do Joaquim Américo, nos mesmos moldes do acordo firmado com a Kyocera entre 2005 e 2008. Estima-se que a empresa de artigos eletrônicos pagava US$ 2 milhões para dar nome ao reduto rubro-negro, porém a atual direção do Furacão aposta em valores mais atrativos. A intenção do clube é criar vínculos duradouros com os novos parceiros.

“Essas negociações de naming rights são mais pesadas, envolvem quantias expressivas, envolve orçamento, envolve alta direção de um eventual patrocínio. Não são negociações rápidas, são complexas, que tende ser costuradas com carinho para que se construa uma relação de qualidade para que tenha um período relevante”, detalha.

O clube ainda tenta outras parcerias especificamente para o CT do Caju. A grande aposta para valorizar o centro de treinamentos do Furacão será a fase final da seleção brasileira para a Copa do Mundo da África do Sul, que deve acontecer em Curitiba, na casa do Atlético.
“Com a vinda da seleção pra cá isso dá um pouco mais de visibilidade, chama mais a atenção ainda. Isso pode facilitar ou acelerar uma eventual negociação”, finaliza Verardi.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

A CHUVA E A VITÓRIA FORA DE CASA

Bruno Mineiro assumiu a artilharia do campeonato com estes 2 gols


O Atlético venceu o Rio Branco por 2 a 1 no Estádio Gigante do Itiberê na tarde deste domingo (28). Bruno Mineiro fez os dois gols atleticanos e Renan Meduna diminuiu para o Leão da Estradinha. Todos os gols foram no segundo tempo. Na primeira etapa, tivemos as expulsões de Tartá e Daniel, um para cada lado.

O Jogo

O primeiro tempo foi debaixo de chuva, mas ela não amansou os ânimos das equipes. A primeira boa chance foi do Rio Branco aos 3 minutos. Vinícius recebeu na frente e bateu cruzado para fora. A resposta atleticana veio numa jogada de Heracles, aos 5 minutos, que encontrou Pepe Toledo. O argentino cabeceou e Daniel desviou para escanteio.

Aos 11 minutos, Bruno Mineiro teve chance clara ao partir sozinho e chutar para a defesa de Alexandre. O Rio Branco poderia ter aberto o marcador em cobrança venenosa de escanteio de Renan Meduna aos 16 minutos. A bola acertou a trave e saiu pela linha de fundo. Aos 22 minutos, George fez boa jogada e cruzou para Vinícius chutar para fora. Pepe Toledo quase fez aos 30 minutos ao dar um chute de perna direita que passou perto do gol.

O tempo fechou de vez aos 33 minutos. Tartá acertou Daniel e os dois começaram a brigar. O árbitro Anderson Carlos Gonçalves expulsou os dois jogadores após empurra-empurra com quase todos os jogadores em campo.

Javier Toledo resolveu bancar o ponta esquerda aos 39 minutos. O argentino colocou um cruzamento na medida para Bruno Mineiro cabecear para a defesa de Alexandre. Dois minutos depois, aos 41 minutos, Ives bateu uma falta de longe com muita violência e Neto espalmou a bomba para escanteio.


A chuva não parou, mas os ânimos ficaram um pouco mais serenos na segunda etapa. E com um pouco mais de tranquilidade os gols saíram.

Aos 7 minutos, Netinho cobrou escanteio da direita e Bruno Mineiro cabeceou na trave. O gol atleticano parecia amadurecer. Aos 10 minutos, Heracles fez um belo lançamento para Bruno Mineiro cabecear perto do gol.

O camisa 11 atleticano não desperdiçou a terceira chance. Aos 12 minutos, Alan Bahia lançou Pepe Toledo. O argentino desviou de cabeça e Bruno Mineiro acertou um belo sempulo para o gol. A quarta chance também não foi desperdiçada. Aos 22 minutos, Wallyson, que havia entrado no lugar de Toledo, arrancou pela direita e cruzou para o chute do camisa 11.

Depois do gol, o Rio Branco passou a pressionar. Aos 29, George apareceu em diagonal e obrigou Neto a fazer uma boa defesa. No minuto seguinte, aos 30, não teve perdão. Manoel perdeu a bola para Ratinho. O jogador-símbolo do Leão da Estradinha deu bom passe para Renan Meduna bater no canto direito de Neto.

O Rio Branco poderia ter empatado aos 38 minutos, quando Marquinhos apareceu pela direita, bateu cruzado e Gustavo não alcançou, para a sorte do goleiro Neto, já vencido no lance.

Com o resultado, o Atlético manteve a vice-liderança com 22 pontos e segue com esperanças de conquistar o supermando. O Furacão volta a campo no próximo domingo (7) contra o Coritiba, no clássico Atletiba na Arena da Baixada.



quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

CLASSIFICAÇÃO TRANQUILA

Netinho esta se superando este ano

Depois de todas as dificuldades do primeiro jogo, o Atlético se classificou com relativa facilidade ao golear o Vilhena por 4 a 0 na noite desta quarta-feira (24), na Arena da Baixada.

O resultado garantiu o placar agregado de 6 a 2 na primeira fase da Copa do Brasil, credenciando o Furacão para enfrentar o vencedor do duelo entre São Domingos de Sergipe e Sampaio Correia, que se enfrentam nesta quinta-feira. Netinho marcou duas vezes. Alan Bahia e Patrick.

O Jogo

O Atlético não se esfriou com a chuva fina que caía na Baixada. O time partiu para cima, mas parou em alguns erros de finalização e de passe. Porém, aos 11 minutos, Wallyson entrou na área e foi derrubado por Sorbara. Pênalti bem marcado. Alan Bahia bateu uma vez e converteu, mas o juiz marcou invasão. Do mesmo jeito, aos 14 minutos, Alan Bahia fez paradinha e colocou para dentro, abrindo o marcador.

O time de Rondônia chegou a ameaçar na bola parada, mas a diferença técnica era visível e, aos 37 minutos, Netinho recebeu no meio, passou por dois marcadores e bateu no canto para marcar o segundo gol atleticano.

Ainda deu tempo para Magrão levar o segundo amarelo e deixar o time de Rondônia com um a menos.

Com um jogador a mais em campo, o Furacão começou a dosar o ritmo de jogo. Aos 9 minutos, praticamente uma jogada de treinamento: Pepe Toledo, que entrou no intervalo, recebeu e fez o pivô para Netinho ficar de frente para o gol, marcando o terceiro num chute forte.

O time rubro-negro trocava passes com facilidade. Várias chances incríveis pararam na defesa. Aos 34 minutos, uma jogada trabalhada parou nos pés de Patrick, que, contestado pela torcida, acertou um chute cruzado, ganhando todos os aplausos. Na segunda etapa, o Vilhena mal conseguiu passar do meio de campo, devido à superioridade atleticana.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

MAIS UM FIASCO ATLETICANO FORA DE CASA

O camisa 10 atleticano marcou um golaço olímpico


Nacional e Atlético empataram em 1 a 1 no Estádio Erick Georg em Rolândia na tarde deste domingo (21). Netinho fez um gol olímpico aos 2 minutos do 1º tempo e Kim empatou de falta aos 40 minutos da segunda etapa, para um público de 780 pessoas.

O Jogo

O primeiro tempo de Nacional e Atlético foi fraco tecnicamente. Muitos passes errados e muita luta significaram poucas chances significativas de gol. A primeira delas, inclusive, resultou no gol de Netinho, numa cobrança direta de escanteio do lado direito aos 2 minutos. A bola passou sobre Camilo, que não a alcançou.

Outra chance clara apenas aos 31 minutos. Patrick dominou a bola, girou sobre a defesa e deu belo passe para Wallyson bater para excelente defesa de Camilo. Aos 33 minutos, Tartá arrancou bonito pela esquerda e rolou para Wallyson chutar por cima do gol, desperdiçando mais uma chance para aumentar.

A melhor oportunidade do Nacional foi aos 41 minutos quando Maicon cobrou escanteio do lado esquerdo e Bruno Matavelli cabeceou por cima.


Atlético sofre pressão e Nacional chega a empate justo

Na segunda etapa, o Nacional voltou determinado a mudar o placar. O Atlético passou a viver da defesa. Aos 5 minutos, a blitz começou com o habilidoso Márcio chutando cruzado para fora. Aos 7 minutos, Maicon arriscou de longe e Neto teve que fazer boa defesa.

O Guerreiro do Norte ficou reclamando da arbitragem por conta de um lance aos 14 minutos. O lateral Kim cobrou escanteio do lado direito e o goleiro Neto defendeu. Ele pulou dentro do gol e o replay da televisão deu a impressão de que a bola entrou junto com ele. O árbitro mandou o lance seguir.

Kim era a melhor alternativa para o time de Rolândia. Aos 22 minutos, ele bateu direto uma falta da direita e Neto teve que afastar de soco. Aos 24, no lado esquerdo, ele chutou outra falta. Desta vez, a bola subiu e desceu venenosamente, quase batendo o goleiro atleticano.

O Atlético teve uma chance com Wallyson aos 29 minutos. O atacante recebeu de Alan Bahia e chutou cruzado para a defesa de Camilo. O Nacional respondeu dois minutos depois com Kim batendo escanteio da esquerda e Bruno Matavelli cabeceando por cima.

Antônio Lopes colocou Javier “Pepe” Toledo, estreante, aos 33 minutos da segunda etapa, para tentar ter mais presença ofensiva. Mas pouco adiantou. Aos 36 minutos, mais um escanteio batido por Kim do lado esquerdo. Neto não alcançou e o atacante Rodrigo cabeceou para fora com o gol livre.

Aos 37 minutos, foi a vez de Diego arriscar de longe e Neto espalmar. O Nacional pressionava e era melhor em campo. No lance seguinte, Kim, sempre ele, cobrou o escanteio e o zagueiro Érico cabeceou sobre o gol. No mesmo minuto, Javier “Pepe” Toledo recebeu cruzamento de Tartá e, pressionado e entre dois zagueiros, mandou de cabeça sobre o gol.

Kim era o homem da bola parada do Nacional e ele fez jus à confiança aos 40 minutos. A falta foi marcada ligeiramente para a esquerda, de média distância. Ele correu e acertou um forte chute de perna esquerda no canto esquerdo de Neto garantindo um empate que premiou a pressão aplicada no segundo tempo, mas que não foi bom para as pretensões das duas equipes no campeonato.

O resultado não foi bom para o Atlético, que chegou aos 18 pontos, manteve a vice-liderança, mas não conseguiu diminuir a distância de modo substancial para o Coritiba, líder do campeonato.

O Atlético vai a Paranaguá no próximo domingo (28) e pega o Rio Branco no Gigante do Itiberê. Porém antes, o Furacão encara o Vilhena pela Copa do Brasil na quarta-feira (24), às 21 horas, na Baixada.


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

ATLÉTICO RUMO A PRIMEIRA COLOCAÇÃO

Tartá foi o destaque da partida


O Atlético fez sua parte para seguir na briga pelo supermando. A vitória sobre o Engenheiro Beltrão por 3 a 0 nesta quinta-feira (18) na Baixada deixou o Furacão mais perto do Coritiba. A diferença caiu de sete para cinco pontos, ainda mais depois do empate do rival na quarta-feira frente ao Paranavaí. Tartá marcou duas vezes, o segundo deles um belo gol. Alan Bahia deixou o dele e se juntou ao coxa-branca Rafinha na artilharia do campeonato com 5 gols marcados.

O Jogo

O primeiro tempo foi um show de chances perdidas pelas duas equipes. Uma boa chance atleticana foi aos 9 minutos, quando Netinho cobrou escanteio e Manoel cabeceou. O goleiro Herbert defendeu quase sendo traído pelo gramado molhado.

Outra boa participação atleticana foi aos 33 minutos, quando Wallyson arrancou pela esquerda, cortou para o meio e a bola passou perto na conclusão. O Atlético dominou a posse de bola mas não conseguiu abrir o placar na primeira etapa por mais que insistisse.

Aos 45 minutos, um belo lance de Márcio Azevedo quase significou a abertura do marcador. O lateral avançou, chapelou um zagueiro e bateu para a bela defesa de Herbert.

Na segunda etapa, o jogo começou a funcionar para o Atlético. Em cinco minutos o placar já estava aberto. Wallyson colocou a bola na área, Serna tocou de peito e Tartá bateu forte para fazer o primeiro gol dele pelo Atlético.

Aos 12 minutos, o Furacão aumentou o placar em jogada bem conhecida. Netinho cobrou escanteio da direita e Alan Bahia entrou rápido no primeiro pau para desviar para as redes. Foi o quinto gol do volante no campeonato, assumindo a artilharia ao lado de Rafinha do Coritiba.

Cabia mais. Num contra-ataque veloz, aos 17 minutos, Tartá recebeu na frente e deu duas fintas em Marcelo e chutou forte para fazer o segundo dele no jogo, belo gol por sinal, e fechar o placar. Aos 26 minutos, o meia saiu sentindo câimbras, iniciando os testes de Lopes com os garotos. Ao mesmo tempo que Tartá saía, Luiz era expulso e a reação do Engenheiro Beltrão se tornava mais difícil. E tornou-se impossível ao passo que o tempo passou e o Atlético desacelerou, satisfeito com o resultado.

Com o resultado, o Atlético chega aos 17 pontos e mantém a vice-liderança, agora o clube volta a campo às 16h45 de domingo (21) em Rolândia contra o Nacional.


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

COPA DO BRASIL

Péssimo gramado dificultou o bom jogo

O Atlético Paranaense empatou em 2 a 2 com o Vilhena-RO, nesta quarta-feira (10), no estádio Portal da Amazônia, na cidade homônima, em Rondônia. O resultado, embora pareça desfavorável ao Rubro-Negro, foi construído por um ousado anfitrião que foi para cima dos visitantes desde o começo. Apesar de sair em desvantagem (Rhodolfo abriu o placar) o Vilhena chegou a ficar na frente (Magrão e Jessé). O gol de Chico garantiu o empate ao rubro-negro em um jogo bastante movimentado na 1ª rodada da Copa do Brasil.

O goleiro Neto fez a sua análise. “Foi um jogo atípico. Não esperava encontrar um time veloz, com tanta vontade. O campo estava muito ruim e a arbitragem péssima. Não temos que botar a culpa em ninguém, afinal não tivemos competência para vencer. Menos mal o empate. Vamos ver se conseguimos o resultado em Curitiba”, explicou à Rádio Banda B.

Com o resultado desta noite o Atlético ganha a vantagem de pode se classificar para a 2ª fase do torneio nacional se empatar em 0 a 0 e 1 a 1 no jogo da volta, dia 24 de fevereiro, em Curitiba. Se o placar de 2 a 2 se repetir, a decisão vai para os pênaltis.

O Jogo

A surpresa foi grande para quem esperava o Furacão sobrando em um jogo que tinha tudo para ser feio, afinal a situação do gramado era preocupante, pois havia sido castigado pelas chuvas e por uma partida preliminar. O jogo começou eletrizante. O time da casa não foi um bom anfitrião e parecia pouco se importar com o fato do adversário ser um time da primeira divisão do futebol nacional. Com ousadia e, sobretudo, velocidade, o Vilhena foi para cima do Atlético.

Por vezes deixou sua zaga desguarnecida, criando perigo para o goleiro Júnior, mas criou boas chances e se aproximou muito de abrir o placar. Em um dos descuidos da primeira etapa, entretanto, o time da casa foi surpreendido. Netinho caprichou na cobrança de uma falta e a zaga adversária falhou na marcação. Rhodolfo surgiu por entre os marcadores e cabeceou com precisão para as redes do goleiro Júnior.

O gol não deixou o Atlético aliviado e nem abalou o Vilhena. No minuto seguinte Luizinho cruzou da direita e Souza foi derrubado pela marcação atleticana dentro da área. O lance irritou os jogadores atleticanos, que foram para cima do árbitro Wagner Reway. “Não foi pênalti. Ele está apitando muita faltinha para eles”, disse Alan Bahia. “No lance do pênalti o árbitro brincou né”, ironizou Netinho. Magrão cobrou com precisão e vigor, no canto direito do goleiro Neto. 1 a 1 no Portal da Amazônia.

Com a mesma velocidade com que empatou o jogo, o Vilhena chegou à virada três minutos depois. Aos 26, Celinho fez boa jogada pela direita, tabelou com Luizinho e ajeitou para Jessé que vinha pedindo a redonda. Ele invadiu a área e bateu forte, nas redes de Neto.

O Atlético transformou o novo golpe em mais motivação. Antes de empatar o jogo – fato que se concretizaria oito minutos depois – o time chegou com perigo pelos pés de Bruno Mineiro, que só não fez graças a defesa de Júnior, e Alan Bahia, que chutou no travessão. Netinho cruzou da esquerda aos 35 minutos. Rhodolfo cabeceou e Chico ainda escorou antes de a bola entrar para decretar o empate atleticano.

“A gente não esperava eles jogarem assim, pois não estão disputando nenhum campeonato. Vieram num ritmo muito bom. Mesmo assim entramos atentos e fomos bem”, disse Netinho ao final do primeiro tempo. “Demos dois vacilos e levamos dois gols. Não podemos dar esse mole. Precisamos de mais atenção no segundo tempo”.

A expectativa para o segundo tempo era de um jogo um pouco mais cadenciado. O ímpeto dos times no primeiro tempo fez com que a partida ficasse corrida e, às vezes, viril demais. “Fomos falar com o árbitro porque o campo esta absolutamente molhado e o juiz esta deixando a violência proliferar. O árbitro não pode permitir um jogo violento assim em uma cancha como essa”, reclamou o diretor de futebol do Atlético, Ocimar Bolicenho.

Como era de se esperar, a partida perdeu muito do seu ritmo na segunda etapa. Tanto pelo cansaço do voluntarioso Vilhena, quanto pela falta de qualidade no toque de bola do Atlético, que se mostrava frágil. As bolas paradas, como sempre – pelos pés de Netinho – seguiram como a melhor opção.

No fim, tudo Isso fez com que as chances de gol e os “uuuhhhss” da torcida diminuíssem muito. O Vilhena melhorou com a entrada de Augusto, mas o Furacão conseguiu manter a posse de bola com as entradas de Tartá e Serna.

O jogo ficou tenso para os atleticanos nos minutos finais, afinal Marcelo sentiu uma lesão e teve que ficar em campo, pois as três mudanças de Antônio Lopes já haviam sido feitas (Raul entrou no lugar de Alan Bahia). Valente, o atacante ficou em campo para ver o árbitro apitar o final da partida. 2 a 2 no Portal da Amazônia.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

CLÁSSICO VITORIOSO

Jogadores comemoram o gol de Bruno Mineiro

O relógio marcava 21 minutos do primeiro tempo. Chico fez falta em Diego Correia. O paranista cobrou a falta com rapidez e o atleticano interceptou, tabelou com Márcio Azevedo, arrancou na ponta e colocou na cabeça de Bruno Mineiro. O atacante cabeceou no canto esquerdo de Juninho. Os paranistas reclamaram que o atleticano atrapalhou a cobrança da falta ficando fora da distância regulamentar. Este foi apenas um dos lances polêmicos da arbitragem de Adriano Milczvski na vitória do Atlético sobre o Paraná por 1 a 0, na Vila Capanema, em Curitiba, na tarde deste domingo (7). O jogo foi válido pelo Campeonato Paranaense. Foi a primeira vitória rubro-negra fora de casa neste ano.

A partida foi disputada sob forte calor: 33°C. O final dela coincidiu com o início de um temporal. A pausa para reidratação foi adotada nas duas etapas. Aos 27 minutos do primeiro tempo e aos 23 minutos do segundo tempo.

O Jogo

Apesar do calor, os times não se intimidaram. Aos 4 minutos, Guaru apareceu pela esquerda e bateu para a defesa de Neto. No rebote, Pará bateu para outra defesa do goleiro atleticano. A resposta do rubro-negro veio na bola parada aos 8 minutos. Netinho cobrou escanteio pela esquerda e Chico cabeceou pela linha de fundo.

Sozinho no ataque paranista, Marcelo Toscano trouxe algum perigo na primeira etapa. Aos 9 minutos, ele chapelou Manoel, colocou na frente, mas acabou permitindo a reação de Rhodolfo, que assumiu a dianteira e permitiu a saída de Neto. A resposta atleticana foi no lance seguinte, aos 10, quando Marcelo roubou a bola, arrancou pela direita e cruzou para a defesa de Juninho. O goleiro do Paraná trabalhou aos 18 minutos quando Manoel lançou de cabeça para Marcelo. O camisa 9 passou para Netinho, que chutou para o arqueiro espalmar.

Aos 21 minutos, um lance polêmico. O Paraná teve falta na intermediária. Diego Correia cobrou rápido, mas Chico estava perto do lance e roubou a bola, tabelando, chegou na ponta esquerda e cruzou para Bruno Mineiro cabecear no canto esquerdo de Juninho. O gol gerou reclamações dos paranistas, que alegaram que o atleticano não respeitou a distância regulamentar na cobrança da falta.

Marcelo poderia ter aumentado aos 24 minutos. Ele passou pelo goleiro Juninho, mas adiantou demais e colocou pela linha de fundo. Aos 31 minutos, um lance polêmico: Marcelo Toscano entrou na área e chocou-se com Manoel. Os paranistas pediram pênalti.

Aos 35 minutos, Bruno Mineiro recebeu na esquerda, cortou um zagueiro e bateu rasteiro nas mãos de Juninho. O Paraná respondeu aos 40 minutos quando Murilo arriscou de fora da área, a bola desviou em Manoel e a arbitragem errou, marcando tiro de meta. Aos 42 minutos, Netinho cobrou escanteio da direita e Rhodolfo cabeceou sobre o gol. Ainda deu tempo no primeiro tempo para Marcelo Toscano, aos 48 minutos, bater uma falta com força. A bola passou à esquerda de Neto.

A segunda etapa teve lances polêmicos, assim como a primeira. O Paraná ficou em maior número em campo, mas desperdiçou todas as chances. Aos 8 minutos, o atleticano Marcelo arrancou pedalou sobre Diego e bateu para bela defesa de Juninho. O Paraná respondeu com Pará, aos 10 minutos. O lateral-meia chutou de fora da área e Neto defendeu no meio do gol.

O jogo seguiu com ataques alternados. Aos 14 minutos, Pará lançou Marcelo Toscano, ele entrou na área, parou e caiu, reclamando pênalti. O árbitro mandou seguir em mais um lance polêmico. O Atlético armou contra-ataque, Marcelo recebeu lançamento e bateu para a entrada de Juninho.

Márcio Diogo foi lançado no lugar de Pará. Aos 20 minutos, ele bateu forte para o gol e Neto teve que fazer uma grande defesa. Em desvantagem no placar. O Paraná foi para cima. Guaru, aos 28 minutos, levantou cobrança de falta na área e Marcelo Carvalho, lançado no lugar de Alessandro Lopes, cabeceou sobre o gol.

Aos 29 minutos, mais um lance polêmico. A bola foi lançada na área, Marcelo Toscano passou por ela e caiu no lance com Manoel. Adriano Milczvski marcou pênalti. O colombiano Edwin Valencia tinha amarelo e reclamou, sendo expulso. O Paraná, então, teve a chance de mudar o jogo: com um jogador a mais e um pênalti a favor. Aos 30 minutos, Marcelo Toscano correu para a bola, fez a paradinha e chutou o pênalti na trave esquerda de Neto. Foi a chance mais clara de gol do Tricolor.

O Paraná passou a buscar o resultado desesperadamente, quase sempre parando na defesa atleticana, agora a menos vazada do campeonato de maneira isolada. Aos 37 minutos, Guaru bateu falta da esquerda e Neto defendeu. E aos 45 minutos, Murilo levantou na área e Marcelo Toscano cabeceou pela linha de fundo. O Paraná teve, nos últimos minutos, o vento a favor para atacar, por conta do temporal que começava, mas mesmo assim não conseguiu ultrapassar a defesa atleticana.

O resultado fez com que o Atlético alcançasse a vice-liderança do campeonato com 14 pontos, sete a menos que o líder Coritiba. De quebra manteve a invencibilidade na Vila Capanema após a ampliação.

O Furacão só jogará pelo estadual no dia 18 contra o Engenheiro Beltrão, na Baixada. Antes disso, o time viaja para jogar pela Copa do Brasil na quarta-feira (10). O Rubro-Negro vai até Rondônia pegar o Vilhena.


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

VITÓRIA DA EVOLUÇÃO

Manoel sobe para marcar seu primeiro gol nos profissionais


O Atlético venceu o Cianorte por 4 a 1 na noite desta quarta-feira (3) na Arena da Baixada, em Curitiba. Foi a primeira vez que o time venceu duas partidas consecutivas neste ano. O resultado foi quase todo construído no primeiro tempo com gols de Rhodolfo, Manoel e Bruno Mineiro. Marcelo ampliou no segundo tempo e Leandro diminuiu para o Leão. O público de 12.257 pessoas foi o maior do campeonato até o momento.

O Jogo

O Atlético começou apostando na bola parada para tentar superar a defesa do Cianorte. Aos 2 minutos, Netinho cobrou falta na cabeça de Bruno Mineiro. O atacante cabeceou de costas sobre o gol.

Com a bola rolando, o Cianorte respondeu no minuto seguinte quando Edu Gaúcho recebeu lançamento na área e bateu fraco para a defesa de Neto. O Atlético tentou chegar aos 6 minutos com chute de longe de Alex Sandro defendido com facilidade por Rai.

A bola parada mostrou ser a melhor alternativa para o Furacão. Aos 8 minutos, Rhodolfo bateu falta rasteira e a bola passou à direita de Rai. Aos 12 minutos, um escanteio batido por Netinho do lado esquerdo virou o primeiro gol atleticano. Rhodolfo recebeu o cruzamento no meio da área e cabeceou para as redes.

O Leão tentou a reação com um chute forte de Leandro que saiu sem direção aos 17 minutos. O mesmo Leandro tentou um levantamento em cobrança de falta aos 23 buscando Tico Mineiro. A bola acabou nas mãos de Neto.

Então o Atlético mostrou como se aproveita lances de bola parada. Aos 28 minutos, Netinho cobrou falta na área e Rai foi obrigado a afastar antes que Marcelo chegasse à bola. Escanteio pela direita. Desta vez, Netinho bateu no primeiro pau e encontrou o outro zagueiro, Manoel, que cabeceou para as redes.

O Cianorte tentou jogada diferente aos 32 minutos. Claudinho cobrou falta curta para Leandro. O meia arriscou forte e a bola passou perto de Neto. O Leão insistiu aos 35 minutos quando o goleiro Rai fez lançamento para Edu Gaucho, o atacante avançou,cortou para dentro e obrigou Neto a espalmar para escanteio após bom arremate.

O Furacão retomou as rédeas do jogo quando Netinho obrigou Rai a fazer boa defesa em falta cobrada aos 39 minutos. Aos 42, Bruno Mineiro recebeu passe de Gerônimo e tentou o arremate. A bola bateu no zagueiro e voltou para o camisa 11 atleticano, que arriscou de novo e venceu Rai em chute baixo que desviou em Márcio Nunes.

O segundo tempo teve quantidade menor de gols, mas foram dois belos gols, um para cada lado. Antes da primeira obra, porém, Marcelo, no primeiro minuto, partiu pela direita e passou para Gerônimo encher o pé e obrigar Rai a fazer boa defesa. Aos 9 minutos, Bruno Mineiro roubou bola na esquerda e passou para Netinho bater à esquerda de Rai.

Aos 10 minutos, Marcelo produziu um lance fantástico. Ele recebeu na direita, pedalou em cima de um defensor, passou pelo segundo e chutou no ângulo esquerdo de Rai. A goleada estava configurada na Baixada.

O Atlético tentou ampliar aos 23 minutos com um chute de Bruno Mineiro que saiu completamente torto. Aos 34 minutos, em seu último lance em campo, Netinho bateu uma falta venenosa que saiu à esquerda de Rai.

Atrás no placar, o Cianorte começou a buscar pelo menos o gol de honra. Aos 41, Leandro bateu falta da esquerda e Neto segurou. Aos 43 minutos, não teve perdão: Leandro recebeu na direita, avançou e de longe bateu forte no ângulo direito de Neto.

O Atlético teve duas chances de fazer o quinto. Aos 45 minutos, Alan Bahia tocou para Tartá e o meia chutou para boa defesa de Rai.No minuto seguinte, Tartá levantou para Serna e o colombiano perdeu de frente para o gol.

Com o resultado, o Atlético chegou aos 11 pontos e entra na disputa pela vice-liderança do campeonato. O Atlético volta a campo no clássico contra o Paraná no domingo (6) na Vila Capanema.


domingo, 31 de janeiro de 2010

CAPITÃO ALAN BAHIA DA A VITÓRIA AO ATLÉTICO

Mais uma vez Alan Bahia foi o salvador atleticano

Alan Bahia abriu e fechou o jogo entre Atlético e Corinthians Paranaense, na noite deste sábado (30), na Arena da Baixada. Um gol aos 3 minutos do primeiro tempo e outro aos 45 minutos do segundo tempo deram a vitória por 2 a 0 ao Furacão e uma marca pessoal para o camisa 7 e capitão: Alan Bahia é o terceiro maior artilheiro da história da Arena, com 28 gols, apenas atrás dos atacantes Kléber Pereira (65) e Alex Mineiro (50). O capitão atleticano entrou na lista dos artilheiros do campeonato com quatro gols ao lado de Rafinha do Coritiba, Marcelo Toscano do Paraná e Leandro Bocão do Toledo.

Com o resultado, o Furacão termina o dia na terceira colocação, com oito pontos, podendo perder posições com os jogos de domingo. O Corinthians se manteve com dez pontos e não ameaçará a liderança do Coritiba. Por outro lado, não perderá a posição na tabela no domingo.

O Jogo

Logo aos 3 minutos, o Atlético foi ao ataque. Marcelo recebeu na ponta direita, fintou um zagueiro e rolou para a meia-lua. Ali, Bruno Mineiro só rolou para trás. Alan Bahia chegou de pé esquerdo e colocou um chute forte na gaveta direita de Colombo, tornando-se o terceiro maior artilheiro da Arena da Baixada, com 27 gols, igualando-se a Ilan e Dagoberto.

Depois de tanto brilho no começo, o jogo tornou-se mais opaco. Aos 13 minutos, Marcelo recebeu na área, antecipando-se ao zagueiro. A bola foi longe do gol. Longe também foi chute de Alan Bahia aos 15 minutos.

Mais certeiro foi Alex Sandro aos 17 minutos. O volante achou espaço na meia esquerda e bateu para bela defesa de Colombo, no rebote, Araújo colocou a mão na bola num lance duvidoso: o toque teria sido dentro da área e Evandro Rogério Roman marcou falta fora dela. Aos 28 minutos, Marcelo pegou rebote em jogada de escanteio e isolou.

Se a pontaria dos atleticanos acabou depois do gol, a do Corinthians se resumiu à mão de Bruno Batata na bola, rendendo a expulsão pelo segundo amarelo aos 30 minutos. Mesmo reduzido a 10 jogadores em campo, o Timãozinho teve uma chance na cobrança de falta de Oliveira, aos 34, batida por cima do gol de Neto.

O segundo tempo foi um pouco superior em oportunidades com relação ao primeiro. Aos 5 minutos, Márcio Azevedo partiu da ponta esquerda e colocou na cabeça de Bruno Mineiro, que colocou à esquerda de Colombo. O Furacão teve outra chance aos 7 minutos, com Netinho cobrando falta frontal: a bola desviou na barreira e saiu pela linha de fundo.

Aos 14 minutos, outro levantamento na área, e Bruno Mineiro colocou para fora novamente. O camisa 11 se especializou em perder chances na partida. No mesmo minuto, ficou cara a cara com o goleiro Colombo após lançamento de Alan Bahia e chutou em cima do adversário. Três seria demais e acabou sendo, outro lançamento 7 para o 11 e outra chance desperdiçada. Menos mal que o árbitro havia marcado impedimento.

A bola lançada na área era um jogada forte do Atlético. Aos 29 minutos, Alan Bahia cabeceou à esquerda de Colombo um cruzamento de Netinho. Caminho diferente foi o de Tartá, que entrou no segundo tempo e aos 34 minutos passou para Márcio Azevedo bater forte e obrigar Colombo a fazer uma grande defesa. O goleirão do Corinthians Paranaense fez outra grande intervenção aos 37 minutos quando Bruno Mineiro recebeu na área, girou sobre o zagueiro e chutou.

Aos 43 minutos, Rhodolfo bateu uma falta com força perto do gol. E o caminho era a bola parada. No minuto seguinte, o colombiano Serna, que estreou no segundo tempo, recebeu passe de Bruno Mineiro e sofreu pênalti de Colombo. Alan Bahia, aos 45 minutos, bateu com precisão no canto direito e alcançou os 28 gols na Arena e os quatro no campeonato.

O Atlético volta a campo às 19h30 de quarta-feira (3) contra o Cianorte na Baixada.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

SEM VENCER FORA

Poucos torcedores do CAP foram ao jogo

Atlético Paranaense e Cascavel não saíram do zero na noite desta quarta-feira e protagonizaram o primeiro empate sem gols no Estadual 2010. Em pouco mais de 90 minutos de bola rolando no Olímpico Regional, pouca qualidade se viu, característica que duelou com a falta de técnica e tática apresentada pelos dois times. As chances de gol também foram reduzidas, a maioria restrita a chutes de longa distância.

Se o pé dos melhores chutadores da Cobra e do Furacão não estava calibrado, a organização das equipes e a análise dos dois treinadores – Elói Krüger e Antônio Lopes – também auxiliou à igualdade no Oeste do estado. No primeiro tempo, os cascavelenses empurraram o Rubro-Negro para trás e até esboçaram uma pressão, mas sem qualidade para anotar. As melhores oportunidades, na primeira etapa, foram do Furacão.

O Atlético até melhorou um pouco na etapa complementar, tocando mais a bola, contudo o posicionamento da equipe, com o zagueiro Manoel de lateral-direito, o volante Alan Bahia perdido entre três funções diferentes e outros jogadores também perdidos na mesma medida, minaram a qualidade superior que o time da Baixada possui individualmente. As “invencionisses” ainda põem uma interrogação no futuro atleticano.

O Jogo

A empolgação da goleada de 8 a 0 aplicada pelo Atlético sobre o Serrano, no sábado passado, animou torcedores do clube e vários foram ao Olímpico Regional. Já o futebol apresentado pelo Furacão longe dos seus domínios esteve distante do que foi visto diante da equipe de Prudentópolis. Melhor para o Cascavel, que ficou mais com a bola, impôs o seu ritmo e só não marcou pelas próprias limitações.

O início da partida não apresentava isso. A iniciativa era atleticana nos primeiros cinco minutos, com arremates a gol inclusive. Entretanto, com velocidade e uma certa ousadia, a Cobra foi se soltando e empurrando os atleticanos para trás. O fato do Rubro-Negro estar claramente desarrumado em campo, como um verdadeiro “amontoado de jogadores”, contribuiu para o predomínios dos cascavelenses.

Quando tinha a bola, o Furacão ora afunilava demais as jogadas pelo meio, ora simplesmente apelava aos “chutões”, ou ainda errava passes fáceis, dando o contragolpe ao adversário. Veloz, o ataque da Serpente variava as suas investidas, ora pelas duas laterais, com cruzamentos e pelo meio, mas a falta de precisão no toque ou arremate final praticamente não exigiu do goleiro Neto alguma participação mais efetiva.

Gritando da lateral de campo desde os primeiros movimentos, o técnico Antônio Lopes pedia mais do que seu time, sobretudo toque de bola. Na segunda parte do primeiro tempo o time esboçou fazer isso, e desta forma criou as duas chances mais claras de gol, uma com Bruno Mineiro, salva pelo reflexo do goleiro Veloso, e outra com Marcelo, que chutou bem, mas a bola caprichosamente saiu pela linha de fundo.

“Temos que acertar essa marcação, ficar mais com a bola e tocar”, advertiu Alan Bahia, que foi um pouco de tudo nos 45 minutos iniciais, atuando como volante, meia e ala direito. “Quando paramos de dar chutão e tocamos, conseguimos chegar. Temos que fazer mais isso”, completou Bruno Mineiro.

Na base da conversa, Antônio Lopes esperava consertar a equipe atleticana para melhorar o seu futebol e buscar os gols que não vieram na primeira etapa. O técnico e os torcedores viram uma leve melhora, causada sim pelo papo nos vestiários, assim como pela falta de fôlego do Cascavel para imprimir o mesmo ritmo. Em 15 minutos, os visitantes criaram duas chances, ambas com arremates de longa distância, os quais poderiam ter mudado a história do jogo, mas não entraram.

Cansado de esperar pelo gol, o Delegado tirou Marcelo e Alex Sandro para as entradas de Wallyson e Tartá, este último fazendo a sua estreia. O meia, aliás, correu bastante e quis produzir o que a equipe não havia conseguido até então, porém a inspiração não acompanhava o Rubro-Negro no Olímpico Regional. Vendo que o Atlético não levava tanto perigo, a Serpente voltou a imprimir algum ritmo ofensivo.

Quando começou a chegar ao gol de Neto, o Cascavel encontrou as mesmas limitações da etapa inicial, falhando na decisão e no arremate final. Novamente, Neto pouco foi exigido, mostrando muita segurança quando necessário. A partida se arrastava, com poucas emoções, rumo ao primeiro 0 a 0 do Campeonato Paranaense. A entrada de Bruno Furlan no lugar de Netinho ainda era uma última tentativa de “oxigenar” o ataque rubro-negro.

A tentativa, uma última cartada do comandante atleticano, só gerou apenas mais correria e pouca efetividade. Um resumo do que foi o confronto: vontade e desorganização na mesma medida no gramado.

Com cinco pontos, o Atlético é apenas o sétimo colocado. Na próxima rodada, a equipe terá de fazer mais para vencer o Corinthians-PR, vice-líder, na Arena da Baixada.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

PARANAENSE 2010

Alan Bahia retornou já marcando 2 gols

Depois de um empate e uma derrota em casa diante do Operário, o Atlético se reabilitou em grande estilo com uma goleada histórica.

Goleadas acachapantes costumam ser chamadas de “surra”, "chocolate", “lavada” e outros termos menos honrosos. Ao torcedor do Atlético Paranaense, cabe a escolha de qual a melhor definição para a goleada de 8 a 0 do Furacão sobre o Serrano, na noite deste sábado, na Arena da Baixada. Em seu terceiro jogo no Estadual, o Rubro-Negro somou a sua primeira vitória na temporada.

Mais do que isso. Os atleticanos conseguiram igualar a maior goleada no Joaquim Américo desde 1999, quando o estádio foi reinaugurado. Em 11 de março de 2007, o clube aplicou outro 8 a 0, naquela ocasião sobre o Iguaçu. Nesta, o sonho do time de Prudentópolis em complicar a vida do Furacão e somar algum ponto fora de casa durou meros cinco minutos. Um banho de bola e uma enxurrada de gols vieram a seguir.

Duas jogadas iniciadas por Netinho e concluídas por Alan Bahia abriram o marcador para os donos da casa. Sobrou espaço para Márcio Azevedo e Bruno Mineiro anotarem no primeiro tempo. Na etapa complementar, novamente sem muito esforço, o Rubro-Negro fez mais quatro gols, com Netinho, Marcelo, Bruno Mineiro e o jovem Bruno Furlan, que entrou na parte final de partida.

O nono gol passou perto, mas ao torcedor atleticano, antes desconfiado, ficou a alegria de uma jornada próxima da perfeição.

O Jogo

Nem mesmo o atleticano mais otimista esperaria ver um placar tão dilatado logo no primeiro tempo de Atlético e Serrano. A fase dos rubro-negros não era boa, mas tudo o que o time poderia pedir neste momento é por um jogo fácil, algo que o time de Prudentópolis tratou de providenciar desde os primeiros lances na Arena da Baixada. Marcando forte, o Serrano esboçou endurecer, mas durou pouco.

Na primeira chegada do Furacão, aos cinco minutos, o primeiro zero saiu do placar. Netinho levantou bola na área em cobrança de falta e Alan Bahia, de ombro, mandou para as redes do goleiro Val. O tento deu mais tranquilidade ao Rubro-Negro, que até cedeu campo para os visitantes tocarem a bola e arriscarem lançamentos, totalmente descalibrados e sem nenhum trabalho ao arqueiro Neto. Foi forçar mais um pouco e veio o segundo.

Como um verdadeiro replay do primeiro, Netinho alçou bola na área aos 24 minutos e Alan Bahia, agora de cabeça, fez mais um para o Atlético. Estava fácil, a torcida fazia festa nas arquibancadas e a equipe de Antônio Lopes ia dominando as ações. A fragilidade do Serrano, fraco em todos os setores do campo, ajudou, mas o Furacão é quem fez a partida ficar fácil. Seis minutos a mais e lá veio o terceiro.

Apagado no jogo, Bruno Mineiro tabelou com Márcio Azevedo e o lateral cabeludo entrou na área como quis, passou pela marcação e bateu de perna direita, que não é a boa, para anotar o 3 a 0 parcial. O time de Prudentópolis poderia ter diminuído em seguida com uma chance clara, mas a arbitragem marcou um impedimento inexistente e prejudicou os visitantes. Como quem não tem nada com isso, os atleticanos não tiveram piedade e a goleada aumentou.

O zagueiro Índio tinha a bola dominada, quis sair jogando e perdeu para Bruno Mineiro. Em sua primeira jornada como titular, o atacante não desperdiçou, entrou na área e fez o quarto, para delírio dos torcedores rubro-negros. Apresentação de gala? Longe disso, já que o adversário não mostrou qualquer resistência. Mas que a vitória dilatada era tudo o que o time precisava, todos os jogadores concordaram. “Fizemos o jogo ficar fácil, temos que voltar com o mesmo ritmo e fazer ainda mais gols”, adiantou Alan Bahia antes de ir para os vestiários.

O Serrano voltou para o segundo tempo com um atacante no lugar de um zagueiro, o que mostrava a tática “kamikaze” dos visitantes, de tentar diminuir o revés ou sofrer ainda mais gols. A alteração do técnico Carlos Nunes, porém, em nada alterou o panorama do jogo. Quando quis, o Atlético chegou ao quinto gol. Em jogada individual, Márcio Azevedo entrou na área e foi empurrado. O árbitro Leomir França Cuque marcou a penalidade e, embora a torcida pedisse por Alan Bahia, Netinho cobrou e anotou, com direito a pirueta.

A festa nas arquibancadas já era grande e o Furacão controlava as ações como queria. Mais uma jogada individual e veio o sexto. Marcelo, como atacante após a saída de Wallyson, arrancou em velocidade, ganhou de Índio e fez na saída de Val. Os torcedores, alguns adeptos dos bate-bola com os amigos nos períodos de lazer, pediam pelo menos mais dois gols, no melhor estilo “quatro vira, oito ganha”.

Obedientes, os atleticanos trataram de construir as chances para mais duas bolas na rede. O sétimo saiu da cabeça de Bruno Mineiro, que aproveitou bem o escanteio e mandou para o gol, sem antes a bola resvalar em Índio e Alan Bahia. O jovem Bruno Furlan, atacante da base que subiu recentemente ao profissional, entrou na reta final de partida e mostrou personalidade, tentando marcar um golaço do meio-campo em sua primeira jogada.

O garoto seguiu insistindo e foi coroado aos 37 minutos, com uma bomba da entrada da área, fechando a goleada de 8 a 0. O nono passou perto, assim como o gol de honra do Serrano, em cobrança de falta de Joel, muito bem defendida por Neto, uma das testemunhas do primeiro momento de felicidade dos rubro-negros em 2010.

Agora em terceiro na tabela, com quatro pontos, o Furacão já pensa no jogo de quarta-feira, às 21h45, diante do Cascavel no Olímpico Regional.

2010

Já começou o ano de 2010 e para o nosso blog o ano começa a partir de hoje, rsrs!! Pois estive viajando muito durante esses dias e não pude atualizar o nosso blog, mas tudo será normalizado agora.

Saudações Rubro Negras a todos!!

André Salim

domingo, 6 de dezembro de 2009

APENAS UM EMPATE

O jogo foi muito fraco taticamente


Sob um calor de mais de 30ºC, em Presidente Prudente, Barueri e Atlético ficaram no 0 a 0, na tarde deste domingo (6). O resultado deixou o time paulista em 11º lugar e o Furacão em 14º. Com isso, o rubronegro ficou de fora da zona de classificação para a Copa Sulamericana, o que significa que não terá calendário internacional para 2010.

O Jogo

Os jogadores sentiram a alta temperatura de 31°C, sensação térmica de 33°C, e propiciaram um primeiro tempo de poucas chances e ritmo lento, aliado ao gramado considerado pesado. A primeira boa chance foi aos 11 minutos com Fransérgio arriscando de fora da área e obrigando Renê a fazer defesa em dois tempos.

O lado forte do ataque atleticano era o esquerdo, em que Alex Sandro e Márcio Azevedo alternavam as subidas e tabelavam, contando com participações ocasionais de Netinho e Marcinho, que trocavam bastante de lado de campo. Aos 19 minutos, Márcio Azevedo recebeu e mandou sobre o gol. O Furacão tinha dificuldades de entrar na área ao ponto de Netinho também arriscar de longe, só que aos 23 minutos. A bola teve o mesmo destino do chute anterior: os fundos do estádio.

Aos 25 minutos, o Barueri aprontou com a defesa atleticana. Thiago Humberto arriscou de longe e Galatto espalmou. No rebote, a bola foi cruzada da esquerda e a zaga tirou. Novamente sobra para o Barueri e Eder colocou na área e Thiago Humberto tentou de calcanhar e colocou para fora.

A resposta atleticana foi com Fransérgio achando Alex Sandro, aos 29 minutos. O lateral improvisado volante chutou por cima do gol. O Barueri respondeu com chute de fora da área aos 31 minutos bem defendido por Galatto.

Aos 33 minutos, Marcinho recebeu na área, mas bateu fraco, facilitando o trabalho de Renê. Dois minutos depois, Marcelo também entrou na área, pedalou e chutou por cima do gol. Tal era o calor que o jogo ficou parado dos 36 aos 39 para a hidratação dos atletas. E depois de reiniciar o Barueri, aos 48, teve uma chance com Flavinho acertando um voleio e colocando a bola sobre o gol.

No segundo tempo, a temperatura caiu para 30°C, mas os times não produziram muito mais que no primeiro tempo. O Barueri até começou com um pouco de ímpeto no primeiro minuto numa tabela entre Thiago Humberto e Val Baiano chutada por cima por aquele. O 10 do Barueri, no minuto seguinte, recebeu na frente da área e isolou mais uma vez. A terceira chance dele foi aos 5 minutos e desta vez o chute foi torto.

Aos 7 minutos, o Atlético respondeu com Netinho arriscando de longe e sem força. Renê defendeu. Aos 9 minutos, Márcio Azevedo apareceu na ponta canhota e rolou para Wallyson bater torto à direita de Renê. No minuto seguinte, o Barueri teve a melhor chance do jogo. Flavinho arrancou, chegou na frente de Galatto e bateu na trave esquerda de Galatto.

O Furacão respondeu aos 11 minutos, com Alex Sandro ganhando na força dentro da área e batendo para a defesa de Renê. No minuto seguinte, o time paranaense movimentou a bola vagarosamente até Márcio Azevedo aparecer solto na esquerda e bater para mais uma defesa do goleiro do Abelha.

Patrick, que acabara de entrar no jogo, teve uma chance aos 27 minutos. Ele recebeu na direita, enrolou-se com a bola. A zaga tentou afastar, mas o jovem atacante insistiu, ganhou o lance e bateu na rede pelo lado de fora. O Barueri colocou em campo Henrique Dias, de péssimas lembranças para o Atlético. Aos 30 minutos, ele chegou no fundo e obrigou Galatto a espalmar um escanteio venenoso. A última chance clara do jogo foi com Marcinho cruzando cobrança de falta aos 37 minutos para Patrick acertar um belo voleio sobre o gol.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

ALBERTO SE DESPEDE DO ATLÉTICO

Alberto se despediu da torcida antes do jogo

O lateral-direito Alberto anunciou sua despedida do Atlético Paranaense. Com o término do contrato agora em dezembro, o jogador não fará mais parte do Clube que o projetou para o futebol internacional. Com 34 anos, Alberto passou pelo Furacão em várias épocas: 1996, 1997, 1998, 1999, 2008 e 2009, completando 91 jogos com a camisa rubro-negra.

Após ser homenageado pelo Atlético Paranaense em evento realizado na Sala de Imprensa da Arena, o lateral-direito Alberto fez sua despedida do Furacão junto aos torcedores que lotaram o Caldeirão neste domingo. O jogador, acompanhado de seu filho Diego de 11 anos, fez questão de mostrar à torcida sua identificação com o Clube, assim como a preferência rubro-negra do garoto. Alberto se juntou à torcida ao cantar os gritos de guerra do Furacão e foi exaltado pela massa presente à Arena.

2010 GARANTIDO NA SÉRIE A

Paulo Baier beija o escudo do clube em comemoração ao seu gol

Valia o fim do fantasma do rebaixamento na Arena da Baixada, e o fator campo fez a diferença a favor do Atlético Paranaense. A equipe dominou a maior parte do jogo e contou mais uma vez com o toque de qualidade de Paulo Baier para fazer 2 a 0 sobre o Botafogo e se garantir na Série A de 2010. De quebra, o Furacão empurrou os cariocas para a área da degola.

A história da partida poderia ter sido outra se a bola cabeceada pelo volante Fahel logo aos três minutos, tivesse entrado no gol atleticano, ao invés de ter explodido na trave. Foi a única chance real do Fogão no confronto, enquanto o Atlético, depois de demorar a encontrar um encaixe, imprimiu um ritmo melhor e criou mais alternativas.

Nas arquibancadas, a torcida rubro-negra novamente tomou conta do Joaquim Américo e novamente foi o 12º jogador da equipe comandada por Antônio Lopes. Falando em camisa 12, o goleiro reserva Neto também ganhou a oportunidade de participar da festa e foi muito bem quando exigido. Ao chegar aos 47 pontos, além de se salvar finalmente da ZR, o Furacão superou a campanha de 2008, quando só se safou na última rodada, com 45.

O Jogo

Fazendo uma verdadeira decisão dentro dos seus domínios, o Atlético sabia que a vantagem inicial só estaria nas arquibancadas. Dentro das quatro linhas a equipe rubro-negra teria um Botafogo também necessitado da vitória. Ambas as equipes enxergavam a zona do rebaixamento pelo retrovisor e nem mesmo o empate seria útil. Assim, era de se esperar muitas emoções.

A massa atleticana fez bem o seu papel, apoiando o Furacão e pressionando o adversário. Todavia, por muito pouco o ânimo não foi abaixo logo de cara, aos três minutos. Depois de escanteio batido pelo meia Lúcio Flávio, Fahel desviou de cabeça e a bola explodiu na trave esquerda do goleiro Galatto. Salvo este lance, o Alvinegro carioca só assustou em outras duas chegadas, ambas na bola parada.

A partir do 10º minuto o Atlético estabeleceu o domínio territorial e de posse de bola, empurrando o Fogão para a sua defesa. Mas estava difícil entrar na área. O meia Paulo Baier estava muito marcado e pouco pegava na bola, mesmo caso de Marcinho, peça nula nos 45 minutos iniciais. Chances mesmo surgiram na velocidade do lateral-esquerdo Márcio Azevedo, com dois chutes perigosos, e com tentativas individuais de Alex Sandro.

A partida caminhava para um empate sem gols diante da produção ofensiva dos dois times, mas a qualidade rubro-negra foi determinante. Quando finalmente pegou a bola com liberdade, em rápido contragolpe, Paulo Baier avançou e cruzou na medida para Wallyson, livre na área, tocar de primeira para as redes do goleiro Jéferson. Festa no Joaquim Américo e um quadro de ainda mais emoção para o segundo tempo.

“As equipes estão nervosas, já que estão brigando para sair desta situação”, disse Wesley. “O jogo está complicado, a pressão da nossa torcida está nos ajudando, mas temos que tentar aumentar”, completou Nei. Ou seja, a inteligência rubro-negra seria o divisor de águas para vencer e se garantir na Série A ou complicar a situação da equipe no Brasileirão.

A volta dos vestiários foi inesperada para os atleticanos. Galatto passou mal e a comissão técnica atleticana preferiu tirá-lo da partida, colocando o jovem reserva Neto em uma verdadeira fria. Já o Botafogo voltou com a mesma formação e esperava-se que partisse para cima dos donos da casa. Inicialmente, seja pela boa marcação rubro-negra ou pela falta de recursos dos botafoguenses, o camisa 12 não teve com o que se preocupar.

Como é sua característica, o Furacão jogou ainda mais na base da velocidade quando tinha a bola. Em uma dessas descidas a torcida da casa ficou muito revoltada com o árbitro Wilson Luiz Seneme. Valencia tentou dominar bola na área, após falha da defesa adversária, e acabou derrubado por Fahel. O juiz preferiu mandar a partida seguir. Nem mesmo este lance diminuiu o ímpeto do Rubro-Negro. A equipe seguiu melhor.

O técnico Estevam Soares preferiu tirar Ricardinho e colocar Jônatas no jogo, afim de ganhar o meio-campo, ou pelo menos tentar. Não funcionou, porém faltava ao Furacão o segundo gol para dar a tranquilidade que ainda não estava garantida. Aos 19 minutos, saiu dos pés de Marcinho a bola que foi ajeitada por Wallyson e cabeceada por Paulo Baier. O movimento foi preciso, mandando direito no canto de Jéferson.

Desorganizado em campo, o time carioca esboçou reagir, mas insistiu demais em bolas alçadas na área e chutes de longe, medidas pouco efetivas. Quem esteve perto de marcar mais uma vez foi o Furacão, porém faltou o toque preciso no final. Já no final de partida, Wesley segurou a bola, mostrou técnica, e acabou criando um princípio de confusão. Nada que pudesse manchar a festa na Arena.

Na próxima rodada, o Atlético conclui a sua participação na Série A em Presidente Prudente, onde encara o Barueri.

sábado, 21 de novembro de 2009

MAIS UM PÉSSIMO RESULTADO!!

Paulo Baier lamenta o empate na Arena

A torcida do Atlético terá de esperar mais um pouco para comemorar a permanência do time na Série A. Embora tenha somado um ponto importante na luta contra o rebaixamento, o gol de empate sofrido aos 45 minutos na partida diante do Cruzeiro, neste sábado, na Arena frustrou a massa rubro-negra, que compareceu em grande número. Agora, o Furacão fica de olho nos jogos do fechamento da antepenúltima rodada do Brasileirão. Fluminense, Botafogo e o Coritiba, ainda ameaçados pela degola, têm jogos a cumprir.
O Jogo

Apoio pela massa rubro-negra, presente em grande número na Arena, o Atlético começou em cima do Cruzeiro. Nos 10 primeiros minutos, foi um jogo de um time só. Os donos da casa foram pra cima em busca da vitória, mas sem objetividade. O Furacão marcava sob pressão e não deixava a Raposa jogar.

Porém, chances de gol não pintaram. Arremates de longa distância foram as armas do time de Antônio Lopes. Wesley, Marcinho, Paulo Baier, e Wallyson arriscaram algumas vezes, contudo nada que preocupasse o goleiro Fábio. Curiosamente, a melhor chance do jogo foi cruzeirense. Aos 12 minutos, no contra-ataque, Fabrício recebeu no ataque, de frente para Galatto, mas definiu mal para o gol. A bola ficou fácil para o goleiro do Atlético.

O Furacão respondeu três minutos depois. Wesley, um dos destaques da primeira etapa, pela movimentação, arriscou de longe dando um susto em Fábio. O jogo também foi marcado por lances bisonhos. Do lado do Cruzeiro, Leonardo Silva tentou afastar a bola e acabou chutando a bola de um jeito esquisito para linha lateral. O zagueiro Rhodolfo “contra-atacou” e errou feio ao tentar lançar Bruno Costa. A torcida do Atlético não perdoou e vaiou a jogada.

Voltando à partida, Wallyson teve a chance de abrir o placar num chute cruzado pela esquerda. E já nos acréscimos Paulo Baier cobrou falta próxima à entrada da área. A bola tinha endereço certo, mas Fábio caiu no canto esquerdo e fez a defesa. 0 a 0 no fim do primeiro tempo que deixava a torcida do Rubro-Negro angustiada.

No primeiro lance do segundo tempo, Wallyson recebeu de Paulo Baier e bateu para o gol. O atacante do Atlético pegou mal na bola, enquanto Marcinho pedia a bola livre sem marcação do outro lado do campo. O lance desperdiçado parece ter irritado o técnico Antônio Lopes, que imediatamente mandou Alex Mineiro se aquecer no banco de reservas.

Aos oito minutos, Wallyson deixou o jogo para a entrada de Alex Mineiro. O Atlético ganhou mais movimentação no setor ofensivo. Com o atacante, no segundo tempo da derrota para o Fluminense, no Maracanã, o Furacão teve seus melhores momentos com ele em campo.

Aos seis minutos, Nei caprichou no cruzamento pela direita. A bola foi direto na cabeça do pequenino Marcinho, dentro da pequena área cruzeirense. O atacante do Atlético cabeceou para baixo e a bola passou perto do gol de Fábio. O lance empolgou a torcida do Atlético na Arena.
Mesmo assim, o técnico atleticano resolveu modificar novamente. Marcelo, autor do gol de honra do Atlético contra o Flu, na derrota por 2 a 1, entrou no lugar de Wesley. A alteração foi aos 20 minutos.

Aos 24, o garoto, revelado nas categorias de base do Furacão, passou pela marcação pela esquerda, cruzou rasteiro, mas ninguém do Atlético apareceu para completar. Mais uma vez, a galera ficou na bronca.

Mas a estrela do treinador do Atlético brilhou. Aos 28, na jogada que começou nos pés de Marcelo, Paulo Baier fez a jogada do cruzamento na medida para Marcinho. Diferente da primeira oportunidade, o atacante cabeceou com vontade para estufar a rede de Fábio.

Quando o Atlético já comemorava o triunfo, o Cruzeiro arrancou o empate aos 45 minutos. Cobrança de escanteio pela esquerda, até com a presença do goleiro Fábio dentro da área, Leandro Silva, que vinha mal no jogo, subiu sem marcação para desviar de cabeça e igualar o placar na Arena. A defesa do Atlético ficou estática na jogada. Após o jogo, o técnico Antônio Lopes reclamou da desatenção do time.

Após o gol, a Raposa ainda ficou com 10 em campo. Gilberto, que já tinha amarelo, acabou expulso pelo árbitro paulista Paulo César Oliveira.

No próximo domingo, também na Arena, o Furacão recebe o Botafogo. Será um confronto direto na luta contra o rebaixamento.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

DESVIOS DE SMART CARDS

Smart Card

Foi descoberto um esquema de venda ilegal de ingressos dentro do próprio clube. Funcionários do Espaço Sócio Furacão, que acabaram demitidos por justa causa, reativavam Smart Cards de sócios, cujos contratos haviam sido cancelados, e revendiam em dias de jogos na Arena da Baixada.

A fraude veio à tona por meio de uma investigação interna. O caso já foi levado à polícia, e um inquérito foi aberto pelo Centro de Operações Policiais Especiais – COPE.

O clube esclarece que nenhum dos associados do clube terá qualquer prejuízo.