quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

COPA DO BRASIL

Péssimo gramado dificultou o bom jogo

O Atlético Paranaense empatou em 2 a 2 com o Vilhena-RO, nesta quarta-feira (10), no estádio Portal da Amazônia, na cidade homônima, em Rondônia. O resultado, embora pareça desfavorável ao Rubro-Negro, foi construído por um ousado anfitrião que foi para cima dos visitantes desde o começo. Apesar de sair em desvantagem (Rhodolfo abriu o placar) o Vilhena chegou a ficar na frente (Magrão e Jessé). O gol de Chico garantiu o empate ao rubro-negro em um jogo bastante movimentado na 1ª rodada da Copa do Brasil.

O goleiro Neto fez a sua análise. “Foi um jogo atípico. Não esperava encontrar um time veloz, com tanta vontade. O campo estava muito ruim e a arbitragem péssima. Não temos que botar a culpa em ninguém, afinal não tivemos competência para vencer. Menos mal o empate. Vamos ver se conseguimos o resultado em Curitiba”, explicou à Rádio Banda B.

Com o resultado desta noite o Atlético ganha a vantagem de pode se classificar para a 2ª fase do torneio nacional se empatar em 0 a 0 e 1 a 1 no jogo da volta, dia 24 de fevereiro, em Curitiba. Se o placar de 2 a 2 se repetir, a decisão vai para os pênaltis.

O Jogo

A surpresa foi grande para quem esperava o Furacão sobrando em um jogo que tinha tudo para ser feio, afinal a situação do gramado era preocupante, pois havia sido castigado pelas chuvas e por uma partida preliminar. O jogo começou eletrizante. O time da casa não foi um bom anfitrião e parecia pouco se importar com o fato do adversário ser um time da primeira divisão do futebol nacional. Com ousadia e, sobretudo, velocidade, o Vilhena foi para cima do Atlético.

Por vezes deixou sua zaga desguarnecida, criando perigo para o goleiro Júnior, mas criou boas chances e se aproximou muito de abrir o placar. Em um dos descuidos da primeira etapa, entretanto, o time da casa foi surpreendido. Netinho caprichou na cobrança de uma falta e a zaga adversária falhou na marcação. Rhodolfo surgiu por entre os marcadores e cabeceou com precisão para as redes do goleiro Júnior.

O gol não deixou o Atlético aliviado e nem abalou o Vilhena. No minuto seguinte Luizinho cruzou da direita e Souza foi derrubado pela marcação atleticana dentro da área. O lance irritou os jogadores atleticanos, que foram para cima do árbitro Wagner Reway. “Não foi pênalti. Ele está apitando muita faltinha para eles”, disse Alan Bahia. “No lance do pênalti o árbitro brincou né”, ironizou Netinho. Magrão cobrou com precisão e vigor, no canto direito do goleiro Neto. 1 a 1 no Portal da Amazônia.

Com a mesma velocidade com que empatou o jogo, o Vilhena chegou à virada três minutos depois. Aos 26, Celinho fez boa jogada pela direita, tabelou com Luizinho e ajeitou para Jessé que vinha pedindo a redonda. Ele invadiu a área e bateu forte, nas redes de Neto.

O Atlético transformou o novo golpe em mais motivação. Antes de empatar o jogo – fato que se concretizaria oito minutos depois – o time chegou com perigo pelos pés de Bruno Mineiro, que só não fez graças a defesa de Júnior, e Alan Bahia, que chutou no travessão. Netinho cruzou da esquerda aos 35 minutos. Rhodolfo cabeceou e Chico ainda escorou antes de a bola entrar para decretar o empate atleticano.

“A gente não esperava eles jogarem assim, pois não estão disputando nenhum campeonato. Vieram num ritmo muito bom. Mesmo assim entramos atentos e fomos bem”, disse Netinho ao final do primeiro tempo. “Demos dois vacilos e levamos dois gols. Não podemos dar esse mole. Precisamos de mais atenção no segundo tempo”.

A expectativa para o segundo tempo era de um jogo um pouco mais cadenciado. O ímpeto dos times no primeiro tempo fez com que a partida ficasse corrida e, às vezes, viril demais. “Fomos falar com o árbitro porque o campo esta absolutamente molhado e o juiz esta deixando a violência proliferar. O árbitro não pode permitir um jogo violento assim em uma cancha como essa”, reclamou o diretor de futebol do Atlético, Ocimar Bolicenho.

Como era de se esperar, a partida perdeu muito do seu ritmo na segunda etapa. Tanto pelo cansaço do voluntarioso Vilhena, quanto pela falta de qualidade no toque de bola do Atlético, que se mostrava frágil. As bolas paradas, como sempre – pelos pés de Netinho – seguiram como a melhor opção.

No fim, tudo Isso fez com que as chances de gol e os “uuuhhhss” da torcida diminuíssem muito. O Vilhena melhorou com a entrada de Augusto, mas o Furacão conseguiu manter a posse de bola com as entradas de Tartá e Serna.

O jogo ficou tenso para os atleticanos nos minutos finais, afinal Marcelo sentiu uma lesão e teve que ficar em campo, pois as três mudanças de Antônio Lopes já haviam sido feitas (Raul entrou no lugar de Alan Bahia). Valente, o atacante ficou em campo para ver o árbitro apitar o final da partida. 2 a 2 no Portal da Amazônia.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

CLÁSSICO VITORIOSO

Jogadores comemoram o gol de Bruno Mineiro

O relógio marcava 21 minutos do primeiro tempo. Chico fez falta em Diego Correia. O paranista cobrou a falta com rapidez e o atleticano interceptou, tabelou com Márcio Azevedo, arrancou na ponta e colocou na cabeça de Bruno Mineiro. O atacante cabeceou no canto esquerdo de Juninho. Os paranistas reclamaram que o atleticano atrapalhou a cobrança da falta ficando fora da distância regulamentar. Este foi apenas um dos lances polêmicos da arbitragem de Adriano Milczvski na vitória do Atlético sobre o Paraná por 1 a 0, na Vila Capanema, em Curitiba, na tarde deste domingo (7). O jogo foi válido pelo Campeonato Paranaense. Foi a primeira vitória rubro-negra fora de casa neste ano.

A partida foi disputada sob forte calor: 33°C. O final dela coincidiu com o início de um temporal. A pausa para reidratação foi adotada nas duas etapas. Aos 27 minutos do primeiro tempo e aos 23 minutos do segundo tempo.

O Jogo

Apesar do calor, os times não se intimidaram. Aos 4 minutos, Guaru apareceu pela esquerda e bateu para a defesa de Neto. No rebote, Pará bateu para outra defesa do goleiro atleticano. A resposta do rubro-negro veio na bola parada aos 8 minutos. Netinho cobrou escanteio pela esquerda e Chico cabeceou pela linha de fundo.

Sozinho no ataque paranista, Marcelo Toscano trouxe algum perigo na primeira etapa. Aos 9 minutos, ele chapelou Manoel, colocou na frente, mas acabou permitindo a reação de Rhodolfo, que assumiu a dianteira e permitiu a saída de Neto. A resposta atleticana foi no lance seguinte, aos 10, quando Marcelo roubou a bola, arrancou pela direita e cruzou para a defesa de Juninho. O goleiro do Paraná trabalhou aos 18 minutos quando Manoel lançou de cabeça para Marcelo. O camisa 9 passou para Netinho, que chutou para o arqueiro espalmar.

Aos 21 minutos, um lance polêmico. O Paraná teve falta na intermediária. Diego Correia cobrou rápido, mas Chico estava perto do lance e roubou a bola, tabelando, chegou na ponta esquerda e cruzou para Bruno Mineiro cabecear no canto esquerdo de Juninho. O gol gerou reclamações dos paranistas, que alegaram que o atleticano não respeitou a distância regulamentar na cobrança da falta.

Marcelo poderia ter aumentado aos 24 minutos. Ele passou pelo goleiro Juninho, mas adiantou demais e colocou pela linha de fundo. Aos 31 minutos, um lance polêmico: Marcelo Toscano entrou na área e chocou-se com Manoel. Os paranistas pediram pênalti.

Aos 35 minutos, Bruno Mineiro recebeu na esquerda, cortou um zagueiro e bateu rasteiro nas mãos de Juninho. O Paraná respondeu aos 40 minutos quando Murilo arriscou de fora da área, a bola desviou em Manoel e a arbitragem errou, marcando tiro de meta. Aos 42 minutos, Netinho cobrou escanteio da direita e Rhodolfo cabeceou sobre o gol. Ainda deu tempo no primeiro tempo para Marcelo Toscano, aos 48 minutos, bater uma falta com força. A bola passou à esquerda de Neto.

A segunda etapa teve lances polêmicos, assim como a primeira. O Paraná ficou em maior número em campo, mas desperdiçou todas as chances. Aos 8 minutos, o atleticano Marcelo arrancou pedalou sobre Diego e bateu para bela defesa de Juninho. O Paraná respondeu com Pará, aos 10 minutos. O lateral-meia chutou de fora da área e Neto defendeu no meio do gol.

O jogo seguiu com ataques alternados. Aos 14 minutos, Pará lançou Marcelo Toscano, ele entrou na área, parou e caiu, reclamando pênalti. O árbitro mandou seguir em mais um lance polêmico. O Atlético armou contra-ataque, Marcelo recebeu lançamento e bateu para a entrada de Juninho.

Márcio Diogo foi lançado no lugar de Pará. Aos 20 minutos, ele bateu forte para o gol e Neto teve que fazer uma grande defesa. Em desvantagem no placar. O Paraná foi para cima. Guaru, aos 28 minutos, levantou cobrança de falta na área e Marcelo Carvalho, lançado no lugar de Alessandro Lopes, cabeceou sobre o gol.

Aos 29 minutos, mais um lance polêmico. A bola foi lançada na área, Marcelo Toscano passou por ela e caiu no lance com Manoel. Adriano Milczvski marcou pênalti. O colombiano Edwin Valencia tinha amarelo e reclamou, sendo expulso. O Paraná, então, teve a chance de mudar o jogo: com um jogador a mais e um pênalti a favor. Aos 30 minutos, Marcelo Toscano correu para a bola, fez a paradinha e chutou o pênalti na trave esquerda de Neto. Foi a chance mais clara de gol do Tricolor.

O Paraná passou a buscar o resultado desesperadamente, quase sempre parando na defesa atleticana, agora a menos vazada do campeonato de maneira isolada. Aos 37 minutos, Guaru bateu falta da esquerda e Neto defendeu. E aos 45 minutos, Murilo levantou na área e Marcelo Toscano cabeceou pela linha de fundo. O Paraná teve, nos últimos minutos, o vento a favor para atacar, por conta do temporal que começava, mas mesmo assim não conseguiu ultrapassar a defesa atleticana.

O resultado fez com que o Atlético alcançasse a vice-liderança do campeonato com 14 pontos, sete a menos que o líder Coritiba. De quebra manteve a invencibilidade na Vila Capanema após a ampliação.

O Furacão só jogará pelo estadual no dia 18 contra o Engenheiro Beltrão, na Baixada. Antes disso, o time viaja para jogar pela Copa do Brasil na quarta-feira (10). O Rubro-Negro vai até Rondônia pegar o Vilhena.


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

VITÓRIA DA EVOLUÇÃO

Manoel sobe para marcar seu primeiro gol nos profissionais


O Atlético venceu o Cianorte por 4 a 1 na noite desta quarta-feira (3) na Arena da Baixada, em Curitiba. Foi a primeira vez que o time venceu duas partidas consecutivas neste ano. O resultado foi quase todo construído no primeiro tempo com gols de Rhodolfo, Manoel e Bruno Mineiro. Marcelo ampliou no segundo tempo e Leandro diminuiu para o Leão. O público de 12.257 pessoas foi o maior do campeonato até o momento.

O Jogo

O Atlético começou apostando na bola parada para tentar superar a defesa do Cianorte. Aos 2 minutos, Netinho cobrou falta na cabeça de Bruno Mineiro. O atacante cabeceou de costas sobre o gol.

Com a bola rolando, o Cianorte respondeu no minuto seguinte quando Edu Gaúcho recebeu lançamento na área e bateu fraco para a defesa de Neto. O Atlético tentou chegar aos 6 minutos com chute de longe de Alex Sandro defendido com facilidade por Rai.

A bola parada mostrou ser a melhor alternativa para o Furacão. Aos 8 minutos, Rhodolfo bateu falta rasteira e a bola passou à direita de Rai. Aos 12 minutos, um escanteio batido por Netinho do lado esquerdo virou o primeiro gol atleticano. Rhodolfo recebeu o cruzamento no meio da área e cabeceou para as redes.

O Leão tentou a reação com um chute forte de Leandro que saiu sem direção aos 17 minutos. O mesmo Leandro tentou um levantamento em cobrança de falta aos 23 buscando Tico Mineiro. A bola acabou nas mãos de Neto.

Então o Atlético mostrou como se aproveita lances de bola parada. Aos 28 minutos, Netinho cobrou falta na área e Rai foi obrigado a afastar antes que Marcelo chegasse à bola. Escanteio pela direita. Desta vez, Netinho bateu no primeiro pau e encontrou o outro zagueiro, Manoel, que cabeceou para as redes.

O Cianorte tentou jogada diferente aos 32 minutos. Claudinho cobrou falta curta para Leandro. O meia arriscou forte e a bola passou perto de Neto. O Leão insistiu aos 35 minutos quando o goleiro Rai fez lançamento para Edu Gaucho, o atacante avançou,cortou para dentro e obrigou Neto a espalmar para escanteio após bom arremate.

O Furacão retomou as rédeas do jogo quando Netinho obrigou Rai a fazer boa defesa em falta cobrada aos 39 minutos. Aos 42, Bruno Mineiro recebeu passe de Gerônimo e tentou o arremate. A bola bateu no zagueiro e voltou para o camisa 11 atleticano, que arriscou de novo e venceu Rai em chute baixo que desviou em Márcio Nunes.

O segundo tempo teve quantidade menor de gols, mas foram dois belos gols, um para cada lado. Antes da primeira obra, porém, Marcelo, no primeiro minuto, partiu pela direita e passou para Gerônimo encher o pé e obrigar Rai a fazer boa defesa. Aos 9 minutos, Bruno Mineiro roubou bola na esquerda e passou para Netinho bater à esquerda de Rai.

Aos 10 minutos, Marcelo produziu um lance fantástico. Ele recebeu na direita, pedalou em cima de um defensor, passou pelo segundo e chutou no ângulo esquerdo de Rai. A goleada estava configurada na Baixada.

O Atlético tentou ampliar aos 23 minutos com um chute de Bruno Mineiro que saiu completamente torto. Aos 34 minutos, em seu último lance em campo, Netinho bateu uma falta venenosa que saiu à esquerda de Rai.

Atrás no placar, o Cianorte começou a buscar pelo menos o gol de honra. Aos 41, Leandro bateu falta da esquerda e Neto segurou. Aos 43 minutos, não teve perdão: Leandro recebeu na direita, avançou e de longe bateu forte no ângulo direito de Neto.

O Atlético teve duas chances de fazer o quinto. Aos 45 minutos, Alan Bahia tocou para Tartá e o meia chutou para boa defesa de Rai.No minuto seguinte, Tartá levantou para Serna e o colombiano perdeu de frente para o gol.

Com o resultado, o Atlético chegou aos 11 pontos e entra na disputa pela vice-liderança do campeonato. O Atlético volta a campo no clássico contra o Paraná no domingo (6) na Vila Capanema.


domingo, 31 de janeiro de 2010

CAPITÃO ALAN BAHIA DA A VITÓRIA AO ATLÉTICO

Mais uma vez Alan Bahia foi o salvador atleticano

Alan Bahia abriu e fechou o jogo entre Atlético e Corinthians Paranaense, na noite deste sábado (30), na Arena da Baixada. Um gol aos 3 minutos do primeiro tempo e outro aos 45 minutos do segundo tempo deram a vitória por 2 a 0 ao Furacão e uma marca pessoal para o camisa 7 e capitão: Alan Bahia é o terceiro maior artilheiro da história da Arena, com 28 gols, apenas atrás dos atacantes Kléber Pereira (65) e Alex Mineiro (50). O capitão atleticano entrou na lista dos artilheiros do campeonato com quatro gols ao lado de Rafinha do Coritiba, Marcelo Toscano do Paraná e Leandro Bocão do Toledo.

Com o resultado, o Furacão termina o dia na terceira colocação, com oito pontos, podendo perder posições com os jogos de domingo. O Corinthians se manteve com dez pontos e não ameaçará a liderança do Coritiba. Por outro lado, não perderá a posição na tabela no domingo.

O Jogo

Logo aos 3 minutos, o Atlético foi ao ataque. Marcelo recebeu na ponta direita, fintou um zagueiro e rolou para a meia-lua. Ali, Bruno Mineiro só rolou para trás. Alan Bahia chegou de pé esquerdo e colocou um chute forte na gaveta direita de Colombo, tornando-se o terceiro maior artilheiro da Arena da Baixada, com 27 gols, igualando-se a Ilan e Dagoberto.

Depois de tanto brilho no começo, o jogo tornou-se mais opaco. Aos 13 minutos, Marcelo recebeu na área, antecipando-se ao zagueiro. A bola foi longe do gol. Longe também foi chute de Alan Bahia aos 15 minutos.

Mais certeiro foi Alex Sandro aos 17 minutos. O volante achou espaço na meia esquerda e bateu para bela defesa de Colombo, no rebote, Araújo colocou a mão na bola num lance duvidoso: o toque teria sido dentro da área e Evandro Rogério Roman marcou falta fora dela. Aos 28 minutos, Marcelo pegou rebote em jogada de escanteio e isolou.

Se a pontaria dos atleticanos acabou depois do gol, a do Corinthians se resumiu à mão de Bruno Batata na bola, rendendo a expulsão pelo segundo amarelo aos 30 minutos. Mesmo reduzido a 10 jogadores em campo, o Timãozinho teve uma chance na cobrança de falta de Oliveira, aos 34, batida por cima do gol de Neto.

O segundo tempo foi um pouco superior em oportunidades com relação ao primeiro. Aos 5 minutos, Márcio Azevedo partiu da ponta esquerda e colocou na cabeça de Bruno Mineiro, que colocou à esquerda de Colombo. O Furacão teve outra chance aos 7 minutos, com Netinho cobrando falta frontal: a bola desviou na barreira e saiu pela linha de fundo.

Aos 14 minutos, outro levantamento na área, e Bruno Mineiro colocou para fora novamente. O camisa 11 se especializou em perder chances na partida. No mesmo minuto, ficou cara a cara com o goleiro Colombo após lançamento de Alan Bahia e chutou em cima do adversário. Três seria demais e acabou sendo, outro lançamento 7 para o 11 e outra chance desperdiçada. Menos mal que o árbitro havia marcado impedimento.

A bola lançada na área era um jogada forte do Atlético. Aos 29 minutos, Alan Bahia cabeceou à esquerda de Colombo um cruzamento de Netinho. Caminho diferente foi o de Tartá, que entrou no segundo tempo e aos 34 minutos passou para Márcio Azevedo bater forte e obrigar Colombo a fazer uma grande defesa. O goleirão do Corinthians Paranaense fez outra grande intervenção aos 37 minutos quando Bruno Mineiro recebeu na área, girou sobre o zagueiro e chutou.

Aos 43 minutos, Rhodolfo bateu uma falta com força perto do gol. E o caminho era a bola parada. No minuto seguinte, o colombiano Serna, que estreou no segundo tempo, recebeu passe de Bruno Mineiro e sofreu pênalti de Colombo. Alan Bahia, aos 45 minutos, bateu com precisão no canto direito e alcançou os 28 gols na Arena e os quatro no campeonato.

O Atlético volta a campo às 19h30 de quarta-feira (3) contra o Cianorte na Baixada.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

SEM VENCER FORA

Poucos torcedores do CAP foram ao jogo

Atlético Paranaense e Cascavel não saíram do zero na noite desta quarta-feira e protagonizaram o primeiro empate sem gols no Estadual 2010. Em pouco mais de 90 minutos de bola rolando no Olímpico Regional, pouca qualidade se viu, característica que duelou com a falta de técnica e tática apresentada pelos dois times. As chances de gol também foram reduzidas, a maioria restrita a chutes de longa distância.

Se o pé dos melhores chutadores da Cobra e do Furacão não estava calibrado, a organização das equipes e a análise dos dois treinadores – Elói Krüger e Antônio Lopes – também auxiliou à igualdade no Oeste do estado. No primeiro tempo, os cascavelenses empurraram o Rubro-Negro para trás e até esboçaram uma pressão, mas sem qualidade para anotar. As melhores oportunidades, na primeira etapa, foram do Furacão.

O Atlético até melhorou um pouco na etapa complementar, tocando mais a bola, contudo o posicionamento da equipe, com o zagueiro Manoel de lateral-direito, o volante Alan Bahia perdido entre três funções diferentes e outros jogadores também perdidos na mesma medida, minaram a qualidade superior que o time da Baixada possui individualmente. As “invencionisses” ainda põem uma interrogação no futuro atleticano.

O Jogo

A empolgação da goleada de 8 a 0 aplicada pelo Atlético sobre o Serrano, no sábado passado, animou torcedores do clube e vários foram ao Olímpico Regional. Já o futebol apresentado pelo Furacão longe dos seus domínios esteve distante do que foi visto diante da equipe de Prudentópolis. Melhor para o Cascavel, que ficou mais com a bola, impôs o seu ritmo e só não marcou pelas próprias limitações.

O início da partida não apresentava isso. A iniciativa era atleticana nos primeiros cinco minutos, com arremates a gol inclusive. Entretanto, com velocidade e uma certa ousadia, a Cobra foi se soltando e empurrando os atleticanos para trás. O fato do Rubro-Negro estar claramente desarrumado em campo, como um verdadeiro “amontoado de jogadores”, contribuiu para o predomínios dos cascavelenses.

Quando tinha a bola, o Furacão ora afunilava demais as jogadas pelo meio, ora simplesmente apelava aos “chutões”, ou ainda errava passes fáceis, dando o contragolpe ao adversário. Veloz, o ataque da Serpente variava as suas investidas, ora pelas duas laterais, com cruzamentos e pelo meio, mas a falta de precisão no toque ou arremate final praticamente não exigiu do goleiro Neto alguma participação mais efetiva.

Gritando da lateral de campo desde os primeiros movimentos, o técnico Antônio Lopes pedia mais do que seu time, sobretudo toque de bola. Na segunda parte do primeiro tempo o time esboçou fazer isso, e desta forma criou as duas chances mais claras de gol, uma com Bruno Mineiro, salva pelo reflexo do goleiro Veloso, e outra com Marcelo, que chutou bem, mas a bola caprichosamente saiu pela linha de fundo.

“Temos que acertar essa marcação, ficar mais com a bola e tocar”, advertiu Alan Bahia, que foi um pouco de tudo nos 45 minutos iniciais, atuando como volante, meia e ala direito. “Quando paramos de dar chutão e tocamos, conseguimos chegar. Temos que fazer mais isso”, completou Bruno Mineiro.

Na base da conversa, Antônio Lopes esperava consertar a equipe atleticana para melhorar o seu futebol e buscar os gols que não vieram na primeira etapa. O técnico e os torcedores viram uma leve melhora, causada sim pelo papo nos vestiários, assim como pela falta de fôlego do Cascavel para imprimir o mesmo ritmo. Em 15 minutos, os visitantes criaram duas chances, ambas com arremates de longa distância, os quais poderiam ter mudado a história do jogo, mas não entraram.

Cansado de esperar pelo gol, o Delegado tirou Marcelo e Alex Sandro para as entradas de Wallyson e Tartá, este último fazendo a sua estreia. O meia, aliás, correu bastante e quis produzir o que a equipe não havia conseguido até então, porém a inspiração não acompanhava o Rubro-Negro no Olímpico Regional. Vendo que o Atlético não levava tanto perigo, a Serpente voltou a imprimir algum ritmo ofensivo.

Quando começou a chegar ao gol de Neto, o Cascavel encontrou as mesmas limitações da etapa inicial, falhando na decisão e no arremate final. Novamente, Neto pouco foi exigido, mostrando muita segurança quando necessário. A partida se arrastava, com poucas emoções, rumo ao primeiro 0 a 0 do Campeonato Paranaense. A entrada de Bruno Furlan no lugar de Netinho ainda era uma última tentativa de “oxigenar” o ataque rubro-negro.

A tentativa, uma última cartada do comandante atleticano, só gerou apenas mais correria e pouca efetividade. Um resumo do que foi o confronto: vontade e desorganização na mesma medida no gramado.

Com cinco pontos, o Atlético é apenas o sétimo colocado. Na próxima rodada, a equipe terá de fazer mais para vencer o Corinthians-PR, vice-líder, na Arena da Baixada.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

PARANAENSE 2010

Alan Bahia retornou já marcando 2 gols

Depois de um empate e uma derrota em casa diante do Operário, o Atlético se reabilitou em grande estilo com uma goleada histórica.

Goleadas acachapantes costumam ser chamadas de “surra”, "chocolate", “lavada” e outros termos menos honrosos. Ao torcedor do Atlético Paranaense, cabe a escolha de qual a melhor definição para a goleada de 8 a 0 do Furacão sobre o Serrano, na noite deste sábado, na Arena da Baixada. Em seu terceiro jogo no Estadual, o Rubro-Negro somou a sua primeira vitória na temporada.

Mais do que isso. Os atleticanos conseguiram igualar a maior goleada no Joaquim Américo desde 1999, quando o estádio foi reinaugurado. Em 11 de março de 2007, o clube aplicou outro 8 a 0, naquela ocasião sobre o Iguaçu. Nesta, o sonho do time de Prudentópolis em complicar a vida do Furacão e somar algum ponto fora de casa durou meros cinco minutos. Um banho de bola e uma enxurrada de gols vieram a seguir.

Duas jogadas iniciadas por Netinho e concluídas por Alan Bahia abriram o marcador para os donos da casa. Sobrou espaço para Márcio Azevedo e Bruno Mineiro anotarem no primeiro tempo. Na etapa complementar, novamente sem muito esforço, o Rubro-Negro fez mais quatro gols, com Netinho, Marcelo, Bruno Mineiro e o jovem Bruno Furlan, que entrou na parte final de partida.

O nono gol passou perto, mas ao torcedor atleticano, antes desconfiado, ficou a alegria de uma jornada próxima da perfeição.

O Jogo

Nem mesmo o atleticano mais otimista esperaria ver um placar tão dilatado logo no primeiro tempo de Atlético e Serrano. A fase dos rubro-negros não era boa, mas tudo o que o time poderia pedir neste momento é por um jogo fácil, algo que o time de Prudentópolis tratou de providenciar desde os primeiros lances na Arena da Baixada. Marcando forte, o Serrano esboçou endurecer, mas durou pouco.

Na primeira chegada do Furacão, aos cinco minutos, o primeiro zero saiu do placar. Netinho levantou bola na área em cobrança de falta e Alan Bahia, de ombro, mandou para as redes do goleiro Val. O tento deu mais tranquilidade ao Rubro-Negro, que até cedeu campo para os visitantes tocarem a bola e arriscarem lançamentos, totalmente descalibrados e sem nenhum trabalho ao arqueiro Neto. Foi forçar mais um pouco e veio o segundo.

Como um verdadeiro replay do primeiro, Netinho alçou bola na área aos 24 minutos e Alan Bahia, agora de cabeça, fez mais um para o Atlético. Estava fácil, a torcida fazia festa nas arquibancadas e a equipe de Antônio Lopes ia dominando as ações. A fragilidade do Serrano, fraco em todos os setores do campo, ajudou, mas o Furacão é quem fez a partida ficar fácil. Seis minutos a mais e lá veio o terceiro.

Apagado no jogo, Bruno Mineiro tabelou com Márcio Azevedo e o lateral cabeludo entrou na área como quis, passou pela marcação e bateu de perna direita, que não é a boa, para anotar o 3 a 0 parcial. O time de Prudentópolis poderia ter diminuído em seguida com uma chance clara, mas a arbitragem marcou um impedimento inexistente e prejudicou os visitantes. Como quem não tem nada com isso, os atleticanos não tiveram piedade e a goleada aumentou.

O zagueiro Índio tinha a bola dominada, quis sair jogando e perdeu para Bruno Mineiro. Em sua primeira jornada como titular, o atacante não desperdiçou, entrou na área e fez o quarto, para delírio dos torcedores rubro-negros. Apresentação de gala? Longe disso, já que o adversário não mostrou qualquer resistência. Mas que a vitória dilatada era tudo o que o time precisava, todos os jogadores concordaram. “Fizemos o jogo ficar fácil, temos que voltar com o mesmo ritmo e fazer ainda mais gols”, adiantou Alan Bahia antes de ir para os vestiários.

O Serrano voltou para o segundo tempo com um atacante no lugar de um zagueiro, o que mostrava a tática “kamikaze” dos visitantes, de tentar diminuir o revés ou sofrer ainda mais gols. A alteração do técnico Carlos Nunes, porém, em nada alterou o panorama do jogo. Quando quis, o Atlético chegou ao quinto gol. Em jogada individual, Márcio Azevedo entrou na área e foi empurrado. O árbitro Leomir França Cuque marcou a penalidade e, embora a torcida pedisse por Alan Bahia, Netinho cobrou e anotou, com direito a pirueta.

A festa nas arquibancadas já era grande e o Furacão controlava as ações como queria. Mais uma jogada individual e veio o sexto. Marcelo, como atacante após a saída de Wallyson, arrancou em velocidade, ganhou de Índio e fez na saída de Val. Os torcedores, alguns adeptos dos bate-bola com os amigos nos períodos de lazer, pediam pelo menos mais dois gols, no melhor estilo “quatro vira, oito ganha”.

Obedientes, os atleticanos trataram de construir as chances para mais duas bolas na rede. O sétimo saiu da cabeça de Bruno Mineiro, que aproveitou bem o escanteio e mandou para o gol, sem antes a bola resvalar em Índio e Alan Bahia. O jovem Bruno Furlan, atacante da base que subiu recentemente ao profissional, entrou na reta final de partida e mostrou personalidade, tentando marcar um golaço do meio-campo em sua primeira jogada.

O garoto seguiu insistindo e foi coroado aos 37 minutos, com uma bomba da entrada da área, fechando a goleada de 8 a 0. O nono passou perto, assim como o gol de honra do Serrano, em cobrança de falta de Joel, muito bem defendida por Neto, uma das testemunhas do primeiro momento de felicidade dos rubro-negros em 2010.

Agora em terceiro na tabela, com quatro pontos, o Furacão já pensa no jogo de quarta-feira, às 21h45, diante do Cascavel no Olímpico Regional.

2010

Já começou o ano de 2010 e para o nosso blog o ano começa a partir de hoje, rsrs!! Pois estive viajando muito durante esses dias e não pude atualizar o nosso blog, mas tudo será normalizado agora.

Saudações Rubro Negras a todos!!

André Salim